The Lovely Bones de Alice Sebold

Análise de The Lovely Bones de Alice Sebold.

The Lovely Bones The Lovely Bones de Alice Sebold
A minha avaliação: 1 de 5 estrelas

A leitura e análise da obra The Lovely Bones foram feitas em conjunto com a leitora Sara Cristina.

Numa pequena cidade dos Estados Unidos nos 70, vive uma rapariga chamada Susie Salmon, de 14 anos. Ela é a mais velha de três irmãos.
Ao fim de um dia de escola, Susie regressa a casa com pressa, quando é interceptada a meio do caminho por Mr. Harvey, seu vizinho. Não se conhecendo bem, Susie estranha a sua presença, mas ela é também uma menina curiosa que fica intrigada com a proposta de lhe mostrar uma tenda étnica de noiva que ele preparara. Descendo ao alçapão, Susie percebe subitamente que não é provável sair dali viva.

Sem entrar em pormenores sobre o crime, os próximos meses são envoltos em penúria e tristeza por parte da família. Vingar a morte de Susie é o seu objectivo principal. Porém, tudo o que é encontrado dela é o gorro e um cotovelo. O corpo por inteiro nunca sendo encontrado. Conforme os anos vão passando, Susie assiste de longe a família. Ela vive no céu, um céu criado por ela, onde ela pode viver como quiser. Mas também acompanha a família de perto e como eles vão crescendo e sendo felizes sem ela.


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A princípio eu julgava que esta fosse uma história de mistério. Comecei bem, consegui ler até cerca de metade com algum interesse, assim como a Sara.

Porém, a partir de meio tornou-se óbvio que eu ia ter dificuldade em acabar, pois existem demasiados clichés, pontas soltas e coisas inexplicáveis em The Lovely Bones. A análise da obra tornou-se maçadora.

Para começar, Mr. Harvey, que é um dos vizinhos mais próximos de Susie, nunca é interrogado e nunca tem o seu álibi (não existente) exposto. Mais à frente, a autora dá a entender que Harvey foi entrevistado pela polícia. Tudo isto só levanta mais dúvidas em relação à implicação de Harvey no caso de Susie. A autora parecia confusa sobre a sua própria história. O apelo às emoções através da evolução da família de Susie também foi fraco e mal conseguido. Algures para o fim da história acontece algo tão ridículo que torna o livro um emaranhado de géneros sem identidade. Não o revelo aqui para não arruinar a leitura a outros leitores. A forma como as personagens se desenvolvem e quase como parecem não se preocupar, deixa-me desconcertada. As únicas pessoas realmente determinadas em perceber o que fora feito de Susie eram Ruth e o seu pai.

Embora eu não possa falar pela Sara, ambas concordámos e partilhámos da mesma opinião. Alice Sebold tentou sair da caixinha, ser original, merece um aplauso pelo esforço. No entanto, falhou redondamente o alvo a uma distância considerável.

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