Se um Génio me Concedesse 3 Desejos Literários…

Quem lê muito, assim como quem escreve, ou vê filmes ou tem uma predilecção especial por música, por vezes sonha acordado com cenários em que concretiza os seus desejos mais inconcretizáveis. Por vezes, o nosso sonho é conhecer aquele cantor famoso, ter a edição especial daquele livro ou ser guiado pelos estúdios de Hollywood um dia.

No meu caso não é diferente. Após estes anos de leitura extensiva, também eu tenho 3 desejos a pedir ao génio. Ainda que não passem de mera ilusão, sonhar acordada é um dos meus dons.

 

Gabriel García Márquez
  1. Ressuscitar Gabriel García Márquez para poder passar um dia com ele.

Esta seria a mais óbvia de todas. Quem me conhece bem sabe que Gabriel García Márquez é o meu autor favorito de sempre. Conquistou o meu coração literário quando li, em 2015, Cem Anos de Solidão (ver aqui a minha análise), vencedor do Prémio Nobel da Literatura de 1982 e recentemente celebrado pelos seus 50 anos na Colômbia. Quando li este livro, todos os outros pareceram-me medíocres. Já se passaram dois anos e, tristemente, continuo com a mesma sensação. Não só gostaria de lhe perguntar sobre o processo de escrita – algo que ele não aborda muito em Viver para Contá-la (indisponível na editora), como também gostaria de saber quantas ideias lhe restavam antes de falecer e o que ele acha do panorama literário de hoje. Seria um sonho tornado realidade.

 

Livraria Lello
  1. Visitar as mais belas bibliotecas e livrarias do mundo.

Sei que Portugal tem a sua quota de livrarias e bibliotecas que encantam não apenas pelo conteúdo mas também pela sua beleza, tal como a Livraria Lello, a Biblioteca do Palácio Nacional de Mafra ou até mesmo a Biblioteca da Universidade de Coimbra. Mas existe mais pelo mundo fora que merece ser visto pessoalmente, como o Real Gabinete Português de Leitura, no Rio de Janeiro, a Central Library em Vancouver, no Canadá, a Library of Birmingham na Inglaterra ou a Beitou Branch em Taiwan. Na verdade são tantas, que ainda assim o mais difícil seria conseguir voltar sem roubar nenhum livro de recordação.

 

“Uma casa que tem uma biblioteca tem alma.” – Platão
  1. Escolher uma livraria cujos livros eu pudesse levar para casa sem pagar.

Assim eu não sofreria pela decisão de contar o dinheiro e pensar que livro seria um bom investimento para o que me sobra. Quem nunca sonhou com isto que atire a primeira pedra. Não existe fetiche maior para um leitor do que ter a sua própria biblioteca. Poder escolher o livro pela capa, pelo tema ou à sorte seria um privilégio de muito, muito poucos.

E para vocês, quais são os desejos que gostariam de ver concretizados? Num plano virtual tudo é possível, não existem limites para a imaginação.

Author: Íris Santos

Bibliómana desde o berço, com uma queda para o drama. Criei o meu primeiro blog com 13 anos e dedicava-se mais à escrita de poemas do que à análise dos mesmos. Neste entremeio faço uma pausa na leitura e retomo com fervor aos 22 anos. Hoje, com 25 anos, decido dedicar uma maior parte do meu tempo à análise de literatura nacional e internacional emergente e a importância dos clássicos e da relação da literatura com as tecnologias. Gosto, acima de tudo, ler novos autores emergentes de literatura estrangeira sem nunca fugir a um critério de selecção muito pessoal.

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