Tell Me Again How a Crush Should Feel de Sara F.

A história de Leila e de como decidiu assumir a sua sexualidade.

Tell Me Again How a Crush Should FeelTell Me Again How a Crush Should Feel de Sara Farizan
A minha avaliação: 2 de 5 estrelas

Sinopse: Leila, uma adolescente no 11º ano, conseguiu passar pela escola inteira sem nunca se apaixonar por ninguém, o que é um alívio. A sua herança Persa torna-a diferente dos seus colegas; se todos ficassem a saber que ela gosta de raparigas a sua vida seria duas vezes mais difícil. Mas quando uma bela e sofisticada rapariga aparece, Saskia, Leila começa a tomar riscos que ela nunca pensou que conseguiria, especialmente quando a atracção entre as duas parece ser mútua. Lutando com os seus sentimentos cada vez maiores por Saskia e os seus sinais contraditórios, Leila confia numa antiga amiga sua, Lisa, e aproxima-se cada vez mais dos seus amigos da equipa técnica, em especial Tomas, cujos comentários sobre a sua própria sexualidade são francos, engraçados, sábios e por vezes dolorosos. Gradualmente, Leila começa a ver que todos os seus colegas são mais complicados do que parecem à primeira vista, e muitos têm os seus próprios segredos fascinantes.


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Leila é uma adolescente que se sente desenquadrada. Não consegue seguir os passos da irmã mais velha para satisfazer o pai de seguir uma carreira em medicina e as suas notas na escola não são as melhores. Porém, ela tem um segredo que vem à tona com a chegada de uma nova rapariga à escola: Leila é lésbica.

Crescendo numa família iraniana e de certa forma tradicional, Leila cresce com valores culturais algo diferentes da cultura americana.

Greg, o melhor amigo de Leila, é apaixonado por ela, mas pensa que Leila ainda não se sente preparada para namorar com ele, continuando, então, a tentar ter um romance com ela.

Quando uma nova rapariga, Saskia, chega à escola, Leila chega finalmente à conclusão de que não se consegue sentir atraída por rapazes, e apaixona-se instantaneamente por Saskia.

Saskia vem da Europa, é uma rapariga culta e inteligente, com uma postura madura e de quem sabe o que quer, e isto é o suficiente para arrebatar o coração de Leila. Numa mistura de mensagens contraditórias, Saskia dá a entender a Leila que também está apaixonada, porém, Saskia quer apenas usar as pessoas para os seus próprios interesses, não magoando apenas Greg, o melhor amigo de Leila, mas também a própria Leila.

Neste processo, Leila sofre a sua primeira grande decepção amorosa enquanto tenta revelar a sua orientação sexual aos pais e tenta não perder o seu melhor amigo.
Felizmente, no meio de todos estes sentimentos negativos, Leila descobre que uma amiga de longa data sempre esteve apaixonada por ela. Ambas começam a reatar a sua amizade neste processo.

A história tem potencial como, o que eu supostamente assumo, uma típica história de saída do armário para um adolescente não-heterossexual.

“Como é que as pessoas fazem isto? Como é que as pessoas conseguem ganhar a coragem mesmo que isso signifique enfrentar a rejeição daqueles que as amam? Por que é que as pessoas não ganham medalhas por isto?”

Porém, não só o livro é curto, os acontecimentos andam muito rápido e existem situações que são demasiado fáceis para a personagem principal. A sua família aceita bem a sua revelação, e embora eu ache isso agradável e queria que correspondesse à realidade para todas as pessoas que passam por isto, no contexto narrativo seria mais interessante ver alguma resistência por parte dos pais e da comunidade onde ela está inserida.

O romance com a amiga que sempre esteve apaixonada por Leila acontece sem o mínimo desenvolvimento prévio, quase como que caindo do céu, fazendo com que pareça falso e despachado em cima da hora. Não é genuíno e não me parece que provoque comoção aos leitores.

A autora também desperdiçou algumas situações que poderia ter aproveitado para “dificultar” a vida de Leila e tornar a leitura mais interessante ao leitor.

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Author: Íris Santos

Bibliómana desde o berço, com uma queda para o drama. Criei o meu primeiro blog com 13 anos e dedicava-se mais à escrita de poemas do que à análise dos mesmos. Neste entremeio faço uma pausa na leitura e retomo com fervor aos 22 anos. Hoje, com 25 anos, decido dedicar uma maior parte do meu tempo à análise de literatura nacional e internacional emergente e a importância dos clássicos e da relação da literatura com as tecnologias. Gosto, acima de tudo, ler novos autores emergentes de literatura estrangeira sem nunca fugir a um critério de selecção muito pessoal.

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