Everything, Everything de Nicola Yoon

Everything, EverythingEverything, Everything de Nicola Yoon

A minha avaliação: 3 de 5 estrelas

Sinopse: Madeline Whittier observa o mundo pela janela. Tem uma doença rara que a impede de sair de casa. Apesar disso, Maddy leva uma vida tranquila na companhia da mãe e da sua enfermeira – até ao dia em que Olly, um rapaz vestido de preto, se muda para a casa ao lado e os seus olhares se cruzam pela primeira vez. De repente, torna-se impossível para Maddy voltar à velha rotina e ignorar o fascínio do exterior – mesmo que isso ponha a sua vida em risco. Nicola Yoon escreveu um livro comovente com uma mensagem para leitores de todas as idades.


Com 18 anos, Madeline praticamente não viveu a vida. Confinada no seu quarto desde que se lembra, ela observa o mundo a partir da janela. Uma doença imunitária grave impede-a de lidar com o mundo sem ficar gravemente doente e em risco de morte. O seu mundo é preenchido pelas mesmas pessoas – a sua mãe e a sua enfermeira, Carla. Não há muitos anos, Madeline perdera o pai e o irmão, o que se tornou numa grande fatalidade para a família, criando uma lacuna jamais preenchida. Madeline é a última esperança de vida da sua mãe.

Mas um dia, Madeline ganha novos vizinhos e fica encantada com Olly, o rapaz que vive na porta à frente. Olly fica intrigado com Maddy e começam a nutrir uma amizade por e-mail que se desenvolve em algo mais. Conforma se aproximam, Maddy arrisca e deixa que Olly entre na sua casa projectada para a proteger de corpos estranhos e a partir daqui ela não consegue voltar atrás. Ela não quer continuar a viver enclausurada sabendo que Olly é a sua porta para o mundo lá fora. Maddy prefere morrer a viver do que viver morrendo lentamente.

Créditos: Warner Bros

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A história em si tem potencial, mas a narrativa é algo pueril e demasiado simplista para o meu gosto. Eu gostava de ver mais profundidade, de explorar os esconderijos da doença que tolhia Maddy. Mas não tive direito a isso.

Há capítulos curtíssimos que se destinam a dar pequenas lições de vida encapsuladas num único parágrafo mas que não me atingiram minimamente.

Eveything, Everything de Nicola Yoon

Este é um exemplo dentre muitos. Este género de punch lines não me atingem e acho-as pretensiosas. É uma forma mais ou menos corriqueira de conseguir pegar no leitor pelo coração. Comigo falhou redondamente.

Para além disso havia pouco background acerca da história de Olly ou o porquê de o pai ser como era. Assim como algumas situações que na vida real seriam impossíveis de acontecer. Tenho a noção de que a ficção não tem propriamente de lembrar a vida real, mas neste caso, em que abordamos a história de uma rapariga com uma doença imunológica grave, creio que não só era necessário como era imperativo. Este foi o grande ponto que me fez desgostar da história.

Sem mais a adicionar, é um livro que em nada alterou a minha visão do mundo e um daqueles que facilmente fica esquecido na pilha. Tenho também para ler The Sun is Also a Star mas o meu incentivo para ler depois deste livro não é muito.

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