History Is All You Left Me de Adam Silvera

History Is All You Left Me de Adam SilveraHistory Is All You Left Me de Adam Silvera
A minha avaliação: 3 de 5 estrelas

Sinopse: Griffin, um adolescente que sofre de transtorno obsessivo compulsivo, perde o seu primeiro amo, Theo, num afogamento acidental. Numa tentativa de se apegar ao passado, ele forja uma amizade com o último namorado de Theo, Jackson. Quando Jackson começa a exibir sinais de culpa, Griffin suspeita que ele está a esconder algo, e não vai parar até descobrir a verdade sobre a morte de Theo. Mas enquanto o tormentoso passado se aproxima, os leitores irão questionar a veracidade da versão de Griffin – tanto em termos do quanto ele está disposto a esconder e o que o verdadeiro amor significa.


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Temos uma personagem, Griffin, que além de sofrer com a perda do seu ex-namorado a quem ainda amava muito, sofre também de transtorno obsessivo compulsivo. Este transtorno torna a sua vida mais complicada e tudo é uma questão de números. Griffin não gosta de número ímpares, excepto 1 e 7, e não gosta que as pessoas fiquem do seu lado esquerdo – e isto significa ir no banco de trás quando apanha boleia. Theo era o único que o compreendia e que satisfazia as suas vontades quando algo o incomodava. O desrespeito a estas normas causavam um desconforto que beirava a má disposição, levando Griffin a coçar a palma da mão obsessivamente.

Porém, Theo e Griffin nunca foram apenas um par. Tudo começou quando Griffin se juntou à dupla composta por Theo e Wade. Wade foi sempre uma peça elementar do grupo que os mantinha unidos, embora ao longo do livro Griffin lhe tire essa notoriedade. Juntos eles sentiam-se à vontade para serem eles mesmos, até que a Griffin e Theo se apaixonaram e Wade, inevitavelmente, começou a ficar para trás.

Em History Is All You Left Me, Griffin decide escrever o livro, onde conta o passado – como se desenvolveu o romance deles, e o presente – como é a vida sem Theo.

Tudo começa no dia em que decidem declarar o seu amor um pelo outro. Wade não acha estranho de todo e ambas as famílias recebem bem a notícia da tendência sexual por parte de ambos. Vivem momentos felizes até ao dia em que Theo se matricula na faculdade de Santa Monica, na Califórnia, a 4800 quilómetros de Nova Iorque. Antes de se despedirem, Griffin decide acabar com Theo, pois sente que não faz sentido continuarem juntos com tantos quilómetros pelo meio. Como é óbvio, Theo apaixona-se por Jackson, e Griffin acaba a fazer um novo adversário.

Após a morte de Theo, no entanto, tanto Griffin como Jackson escondem segredos em relação à morte de Theo, sobre a qual ambos se sentem parcialmente responsáveis.


A história em si parece dar o que contar. E realmente acontece muita coisa ao longo destas páginas. A minha avaliação sobre este livro será curta.

Embora eu não tenha exactamente nada de negativo a apontar na história, eu não conseguir sentir empatia por nenhum dos personagens. A obsessão à volta de Theo é tanta – e até é compreensível por ocorre logo após a morte dele – que tudo o resto se torna irrelevante e isto é quase um sufoco para o qual eu não tenho muita paciência.

Mas decidi lutar e terminar o livro porque, em toda a honestidade, esperava que o segredo que levou Theo a afogar-se e a não ser salvo a tempo fosse muito mais escandaloso; algo que me fizesse arrepiar, um detalhe macabro que fizesse um plot twist irreverente.

Ao contrário disso somos levados a descobrir progressivamente o que levou Theo a morrer afogado, enquanto na minha opinião teria mais impacto se o autor despejasse no fim o que aconteceu. Ainda assim, eu não ficaria minimamente surpresa. Por outro lado, temos o constante fervor e veneração por Theo da parte de Griffin, a sua obsessão doentia de mãos dadas com o TOC do qual sofre.

Tentei gostar do livro, juro que tentei. Para ser sincera, estive quase a dar-lhe duas estrelas, mas decidi ser um pouco mais leve e olhar mais pelo lado em que não foi uma leitura assim tão terrível. Conseguir ler e talvez outras pessoas gostem, mas fiquei algo decepcionada.

Quanto ao apelo à compaixão do leitor, no meu caso foi zero.

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Author: Íris Santos

Bibliómana desde o berço, com uma queda para o drama. Criei o meu primeiro blog com 13 anos e dedicava-se mais à escrita de poemas do que à análise dos mesmos. Neste entremeio faço uma pausa na leitura e retomo com fervor aos 22 anos. Hoje, com 25 anos, decido dedicar uma maior parte do meu tempo à análise de literatura nacional e internacional emergente e a importância dos clássicos e da relação da literatura com as tecnologias. Gosto, acima de tudo, ler novos autores emergentes de literatura estrangeira sem nunca fugir a um critério de selecção muito pessoal.

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