Análise: The Princess Saves Herself in this One

The Princess Saves Herself in this One de Amanda Lovelace
A minha avaliação: 3 de 5 estrelas

Comprar aqui o livro.

Eu irei sempre ter dificuldade em avaliar poesia.
Desta vez não é por ser difícil de “decifrar”, esta obra até é bastante fácil no sentido laico da coisa. Mas é a visão da autora, díspar, que por vezes me fez torcer o nariz.

O tema em si poderia ser cativante, e existem de facto alguns poemas que me cativaram por me sentir relacionada com eles a um certo grau, mas no geral é uma tentativa tão desonesta de fazer poesia que realmente fiquei dividida.

Fazendo um pouco de plágio aqui, vou roubar a frase de outra Goodreader aqui:


“hitting
enter
after
every
word
does
not
make
it
poetry.”

Emily May.

Aliás, esta pausa entre um verso e outro, versos incompletos, torna-se insuportável porque segue a mesma ordem de um novo estudante de condução que não percebe a diferença entre carregar demasiado no acelerador ou deixar o carro morrer. E, sendo que fui ensinada e já está enraizado em mim, não. dá. para. evitar. estas. pausas. na. minha cabeça. Por. favor. alguém. faça. com. que. isto. pare.

É irritante, não é? É assim que eu leio a poesia e tira-me do sério.
Houve uma particularmente que me chamou a atenção e que, sinceramente, gostei. Gostei de várias, apesar de não ter ficado minimamente fã da métrica.

if he was
my cup of tea
then you are
my cup of
coffee.


tea simply
isn’t
enough
for me
sometimes,


but
coffee
can get me
through
anything.

De certa forma, este livro faz-me questionar o que é a poesia e, daí, a minha dificuldade em avaliar o que é a poesia. Mas, como eu não sou uma pessoa experiente no assunto,  e, honestamente, não pretendo ser, vou deixar aqui um vídeo bastante curioso sobre o Poema Mais Curto do Mundo como forma de reflexão e satisfação de curiosidades.

Não fosse a métrica da autora e ela teria quatro estrelas. Não fosse a falsa equivalência de algumas das suas opiniões e eu teria dado cinco estrelas.
Life goes on.

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Author: Íris Santos

Bibliómana desde o berço, com uma queda para o drama. Criei o meu primeiro blog com 13 anos e dedicava-se mais à escrita de poemas do que à análise dos mesmos. Neste entremeio faço uma pausa na leitura e retomo com fervor aos 22 anos. Hoje, com 25 anos, decido dedicar uma maior parte do meu tempo à análise de literatura nacional e internacional emergente e a importância dos clássicos e da relação da literatura com as tecnologias. Gosto, acima de tudo, ler novos autores emergentes de literatura estrangeira sem nunca fugir a um critério de selecção muito pessoal.

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