Análise: Queen of Shadows

Queen of Shadows de Sarah J. Maas
A minha avaliação: 4 de 5 estrelas

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Há tantas coisas que se passam neste livro, até porque é um calhamaço com mais de 600 páginas, que é difícil saber por onde começar.
AVISO: spoilers daqui para baixo para quem não leu os livros anteriores.

Celaena finalmente decide assumir a sua identidade como Aelin Galathynius na companhia de Rowan, Chaol, Aedin, Nesryn e Lysandra, a sua corte.

Numa determinação inabalável ela luta para libertar a magia em Rifthold e destruir a ameaça que assola a cidade pelas mãos do rei do Castelo de Vidro.

Dorian encontra-se enclausurado no seu corpo que foi tomado por um príncipe Valg – uma criatura feita de trevas que se alimenta das memórias e da sua dor -, tornando-o incapaz de reivindicar autonomia sobre o seu próprio corpo, vendo apenas à distância do que o Valg é capaz.

Enquanto isso Aelin e Rowan vivem escondidos na penumbra de Rifthold, planeando com cuidado a revolta e a reinstauração da magia no reino. Numa luta contra o tempo, na qual Dorian pode morrer dentro do seu próprio corpo pela supressão do Valg, Aelin luta para encontrar uma maneira de destruir a torre que enclausura em si toda a magia que pertence ao reino. Incapaz de salvar toda a gente, Aelin sente-se culpada por todos os mártires que falecem em Calaculla, Endovier e no mercado de Rifthold para que a liberdade e dias melhores sejam possíveis no reino e para que possa, de forma pacífica e legítima, regressar a Terrasen e tomar o seu trono.

Não muito longe dali, em Morath, Perrington prepara um exército de uma nova espécie terrível e negra, uma mistura do sangue de bruxa com o sangue negro e nefasto dos Valg. Bruxas são sacrificadas para dar origem às terríveis criaturas que irão dar muito que falar no próximo livro. Manon percebe então que ela não pode viver apenas da brutalidade, disciplina e obediência que a sua avó, a matrona das Blackbeak, tanto exige. Um fogo de ódio e revolta cresce dentro de si enquanto vê as suas congéneres serem sacrificadas a algo do qual não podem fugir. Nesta fase ela conhece uma escrava com sangue Blackbeak a correr nas suas veias, e esta desperta em si uma empatia há muito adormecida.

A sequência de Heir of Fire é cheia de acção e reviravoltas inesperadas. Não esperava que nada ocorresse como ocorreu e estou a gostar cada vez mais da história.

Embora a autora tenha criado um fio condutor entre todas as narrativas presentes na história, eu sei que existem situações que são demasiado boas para os personagens, como as cenas em que conseguem escapar por um triz, ou em que acontece algo inesperadamente bom ou demasiado bom para ser verdade. Todos os autores fazem isto em algum momento, mas creio que neste livro foi um pouco exagerado de mais, tendo em toda tudo o que aconteceu. O meio-termo não foi tão respeitado neste livro como nos anteriores, mas estou ansiosa para ler o resto.

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Author: Íris Santos

Bibliómana desde o berço, com uma queda para o drama. Criei o meu primeiro blog com 13 anos e dedicava-se mais à escrita de poemas do que à análise dos mesmos. Neste entremeio faço uma pausa na leitura e retomo com fervor aos 22 anos. Hoje, com 25 anos, decido dedicar uma maior parte do meu tempo à análise de literatura nacional e internacional emergente e a importância dos clássicos e da relação da literatura com as tecnologias. Gosto, acima de tudo, ler novos autores emergentes de literatura estrangeira sem nunca fugir a um critério de selecção muito pessoal.

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