Análise: Heir of Fire

Heir of Fire de Sarah J. Maas
A minha avaliação: 4 de 5 estrelas

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Em Heir of Fire toda a envolvência do mundo de Erileia muda, assim como os seus personagens.
Dividido pelas cidades de Orynth e Adarlan e as White Fang Mountains, a viagem alucinante de aventura e acção continua pelas mãos dos personagens Celaena Sardothien/Aelin Galathynius, Chaol Westfall, Manon Blackbeak e Dorian Havilliard. Muitos novos personagens aparecem, personagens complexos, com muita história e personalidades e modus operandi fascinantes.

Celaena toma a sua nova identidade enquanto Aelin Galathynius, semi-Fae e concorrente legítima ao trono de Terrasen. Recolhe-se nos bosques de Terrasen, onde a magia ainda existe, para poder aprender mais sobre a sua linhagem e o seu poder de fogo. Surpreendida pela maldade que existe até mesmo entre Faes e com dificuldade para lidar com todos os sentimentos controversos que abriga, Celaena vê-se envolvida numa espiral da qual dificilmente consegue sair, ajudada por Rowan, seu aliado mas também seu tormento. Juntos desvendam o plano terrível e maquiavélico arquitectado pelo rei de Adarlan.

Chaol Westfall mantém a sua promessa de voltar para Anielle como herdeiro do seu trono, algo que fez para proteger a escapatória de Celaena para que esta tivesse uma oportunidade de libertar o seu povo e se tornar a rainha à qual sempre tivera direito.

Manon Blackbeak é a líder dos clã das Thirteen. O clã existe há séculos e é criado para a brutalidade, disciplina e obediência. Manon é uma líder resoluta, determinada e inquebrantável. Graças à sua agilidade, astúcia e apatia, Manon lidera com sucesso um clã que se orgulha da sua brutalidade face a outros clãs menos espertos e até mesmo humanos.

Nas White Fang Mountains, reúnem-se três clãs de bruxas (Blackbeak, Yellowlegs e Blueblood) que vão concorrer pela liderança do exército aéreo do rei de Adarlan, convidadas por este para aprenderem a cavalgar wyverns e espalhar o terror e o caos por toda Erileia se necessário. Não sendo tarefa fácil, mesmo assim Manon não se deixa abater e garante ser uma personagem que irá dar muito que falar em Queen of Shadows e Empire of Storms.

Dorian, por outro lado, o personagem com uma história menos atribulada mas no entanto complexa, apaixona-se por uma curandeira que o amava há muitos anos. Tentando aprender a magia que está encerrada nele, ele conta com a ajuda da Sorscha, a curandeira, e Chaol, que sempre esteve perto de si para tudo. Mas a dificuldade em aprender a sua magia é, neste momento, o menor dos seus problemas. O seu pai não lhe torna a vida fácil e é, sem sombra de dúvida, a grande ameaça à sua estabilidade e felicidade.
Esta saga tem, de facto, muitos elementos que normalmente me fazem torcer o nariz e seguir em frente. Não costumo ser fã de elementos como Faes, wyverns, monstros que carregam as peles das vítimas que matam, cúpulas de magia que se estendem por quilómetros, amuletos enfeitiçados e abençoados, palavras mágicas, etc, mas a verdade é que estes elementos funcionam muito bem porque ao ler o livro somos capazes de perceber que a escritora teve, sem dúvida, o cuidado de planear muito bem a história. Conseguimos encontrar informações que no primeiro livro não faziam sentido e que neste encontram uma resposta, ou lembrarmo-nos por que é que algo aconteceu (e deixou de acontecer) graças à forma como a história é desenvolvida neste livros. Sarah J. Maas esforçou-se para fazer um longo fio condutor onde nenhum enredo é deixado com pontas soltas e isso é de admirar em qualquer autor que escreve uma série complexa. Não chega ao nível de complexidade de A Song of Ice and Fire, mas é dos melhores que já li do género.

Não obstante, não direi que é o meu livro preferido da série porque a atmosfera muda tanto de Crown of Midnight para Heir of Fire que parece ser um corte demasiado radical para quem gostava do ambiente dos livros anteriores. Mas é, no entanto, uma continuação mesmo muito boa.

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