10 Romances Para Quem Não Gosta do Dia dos Namorados

Se vocês são aquele tipo de pessoa que critica o Dia de São Valentim pelo seu potencial consumidor e corporativo ou porque “dia dos namorados devia ser todos os dias”, então esta publicação é para vocês.

Se não têm um(a) companheiro(a) que vos ofereça um livro, sempre podem viver um romance no conforto do vosso lugar preferido de leitura. Não é por estarmos sozinhos que perdemos o direito ao romantismo, certo? Vejam esta lista de romances que se tornaram clássicos, fogem ao habitual ou são simplesmente únicos:

 

Jane Eyre de Charlotte Brontë

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Jane Eyre é um clássico da literatura mundial, um dos grandes romances que vieram a mudar a forma como estes eram vistos no século XIX.

A obra é uma autobiografia ficcionada da autora que conta a sua infância sem afecto na casa de parentes que a tratavam com desapego e desprezo. Crescendo em condições desfavoráveis, Jane é enviada para um colégio para meninas onde cresce a aprender a disciplina e desenvolve uma educação evoluída para a época, embora enfrente muitos obstáculos, como a fome, o frio, as doenças e a perda. Após sair do colégio, Jane consegue um emprego como preceptora na mansão do magnata de Thornfield Hall, Mr. Rochester, por quem se apaixona com relutância. Não querendo admitir os seus sentimentos, Jane esforça-se por se manter dentro dos objectivos que criou para si mesma, demonstrando uma mulher independente e cheia de personalidade, mas com a dificuldade inerente de não conseguir reconhecer os sentimentos como forma de defesa pessoal. Mr. Rochester também não é uma pessoa fácil, mas eventualmente o amor acaba por arrebatá-los, dando origem a uma história intensa, inesperada e muito apaixonada. Mas a paixão é apenas o início de todos os seus problemas…


 

Memórias de uma Gueixa de Arthur Golden

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Quioto, Japão, década de 1930. Sayuri é uma menina de intensos olhos azuis, uma pérola rara na descendência nipónica. Nasce e cresce num ambiente de extrema dificuldade, quando aos sete anos é enviada para Quioto, onde passa a adolescência a ser treinada para se tornar uma gueixa e poder pagar a dívida do seu treinamento à sua matrona. Numa vida que lhe impede de se apaixonar, onde tem de ceder aos caprichos masculinos e onde tem de esperar por um danna que possa comprar a sua virgindade e o seu corpo, Sayuri apaixona-se pelo mais inesperado dos homens e mais tarde foge para as montanhas para se proteger dos efeitos da Segunda Guerra Mundial sobre o Japão. O amor permanece intacto após os anos em que não se vêem mais, e Sayuri mantém a ideia de que aquele é o seu amor ideal. Um romance sobre a resiliência, a força de vontade e a capacidade de superarmos as dificuldades mais avassaladoras.


Norwegian Wood de Haruki Murakami

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Toru Watanabe é apaixonado por teatro e decide sair da província e mudar-se para Tóquio, isto nos anos 60. Em Tóquio, ele instala-se na residência estudantil só para rapazes, onde partilha um quarto com um colega seu. Filho único e solitário por natureza, passa o tempo a ler O Grande Gatsby e a estudar atentamente os colegas e as pessoas que o rodeiam. Um certo dia, ele encontra a antiga namorada de um amigo seu que se suicidara. Tendo essa tragédia que afectou ambos de formas semelhantes, Toru e Naoko começam a cultivar uma relação na qual se faz transparecer a fragilidade psicológica e emocional de Naoko, revelando uma natureza muito vulnerável e autodestrutiva. Ao longo do livro ele vai também conhecendo outras mulheres, uma delas sendo Midori, uma mulher que está instalada no mesmo centro em que Naoko acaba internada e mexe com o seu coração de uma forma inesperada e ímpar. Confuso e indeciso, Toru sente-se dividido pelas pessoas tão únicas que a vida lhe colocou no caminho. Ler aqui a minha análise.


Orgulho e Preconceito de Jane Austen

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Escrever um sumário sobre uma obra que toda a gente conhece tão bem parece ser desnecessário e trabalhoso. No entanto, nunca é demais relembrar a forma como este romance se tornou, de certa forma, a rampa de lançamento da autoria feminina nos romances clássicos, dando-lhes uma voz. Jane Austen foi, sem dúvida, a grande pioneira das mulheres no mundo da literatura.

Embora o universo que retrata seja circunscrito – a sociedade inglesa rural da época -, graças ao génio de Austen o seu apelo mantém-se intacto. É uma história de amor poderosa, entre Elizabeth Bennet, a filha de espírito vivo e independente de um pequeno proprietário rural, e Mr. Darcy, um aristocrata altivo da mais antiga linhagem. Mas é também uma deliciosa comédia social, à qual estão subjacentes temáticas mais profundas. A sua atmosfera é iluminada por uma jovialidade contagiante, por uma variedade de personagens e vozes que tornam o enredo vibrante e constantemente agitado pelo elemento surpresa, pela genialidade da inteligência e da ironia de Austen.


Sputnik, Meu Amor de Haruki Murakami

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Neste livro de Murakami, ele faz um ensaio sobre o desejo humano e a especulação sobre o destino. Divagando entre o Japão e a Grécia, esta obra é um grande marco da literatura contemporânea japonesa. Numa história sem barreiras nem reservas, temos um vislumbre do amor entre pessoas do mesmo género, onde um triângulo amoroso é explorado como nenhum outro. Ler aqui a minha análise.

“Na Primavera dos seus vinte e dois anos, Sumire apaixonou-se pela primeira vez na vida. Foi um amor intenso como um tornado abatendo-se sobre uma planície – capaz de tudo arrasar à sua passagem, atirando com todas as coisas ao ar no seu turbilhão, fazendo-as em pequenos pedaços, esmagando-as por completo. (…) A pessoa por quem Sumire se apaixonou, além de ser casada, tinha mais dezassete anos do que ela. E, devo acrescentar, era uma mulher (…) Foi a partir daqui que tudo começou, e foi a partir daqui que (quase) tudo acabou.”


Mil Sóis Resplandecentes  de Khaled Hosseini

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Tendo como pano de fundo as convulsões sociopolíticas que abalaram o Afeganistão nas últimas três décadas, conhecemos Mariam e Laila, duas mulheres que a guerra e a morte obrigam a partilhar um marido comum e cuja coragem lhes permitirá lutar pela sua felicidade num cenário impiedoso. Uma obra inesquecível que evoca o que há de mais intrínseco a todos os seres humanos: o direito ao amor, a um lar e à integridade.

Mariam e Laila são duas mulheres de historiais e gerações diferentes que partilham o mesmo presente da guerra, dor, privações e sexismo perpetrado pelas leis de Charia na década dos anos 90 no Afeganistão. Mariam, com uma vida carregada de hostilidade e sofrimento silencioso, vê entrar na sua casa uma rapariga, Laila, com idade para ser sua filha, com a qual vai partilhar o marido e ser motivo das suas maiores preocupações e frustrações.
Porém, enquanto mulheres que são unidas pela guerra, um marido sexista e um regime ditatorial que bombardeia Cabul incessantemente, elas acabam, de forma inevitável, por se tornarem melhores amigas, irmãs que enfrentam as piores provações como um só organismo, provando que a irmandade de mulheres ensinadas a se debateram como concorrência pode existir e sobreviver à pior escuridão que cerca o ser humano: a guerra. Ler aqui a minha análise completa.


O Amor nos Tempos de Cólera de Gabriel García Márquez

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Este livro é baseado na história de amor dos pais de Gabriel García Márquez, um dos mais nobres e conhecidos autores da literatura colombiana. De prosa apaixonada, intensa e taciturna, Márquez desenrola o novelo de uma paixão adolescente separada pelo clássico tema rico vs. pobre que já tantas vezes vimos na ficção. Fermina Daza, uma jovem rica, destemida e perseverante apaixona-se pela ideia de estar apaixonada por Florentino Ariza, um rapaz telégrafo que vive no limiar da pobreza, apaixonado por literatura mas, sobretudo, morto de amores por Fermina. Quando Fermina acorda do torpor de uma paixão inexistente, o destino separa-os e Florentino espera 51 anos para poder voltar a ter uma hipótese de a reconquistar e retomar o romance apenas vivido nas suas mentes apaixonadas. Um romance que tem mais sobre perda, indecência, morte e resistência do que amor. Podem ler a minha análise em português aqui.


The Color Purple de Alice Walker

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Celie é uma menina de 14 que é abusada e violada pelo pai, dando origem a dois filhos: uma menina e um menino. Após essa fase de maus-tratos o seu corpo tornou-se infértil. Nunca mais voltou a ver os filhos.

Entretanto, é “vendida” a um marido, Mr — (o nome dele nunca é escrito) que só a quer como doméstica. Celie cresce a ver o mundo e ela própria governada por homens inconscientes das próprias acções, egoístas, arrogantes e inconsequentes.

Ao longo da sua vida vai conhecer Shug, antiga mulher do seu marido, por quem ambos se apaixonam. A natureza de Shug, altiva, determinada mas ainda assim carinhosa e afetiva deixam Celie rendida, depois de toda a violência e indiferença que sofreu por parte dos homens que conheceu.
Enquanto isso, Celie troca cartas com a sua irmã missionária, Nettie, que desbrava o mundo africano liderado por homens machistas que pretendem manter as mulheres da sua tribo na escuridão, sob a sua asa para que os possam servir a sua vida inteira sem saírem do seio familiar.

Esta é uma obra cheia de humanidade, personagens profundamente cativantes na sua simplicidade e complexidade. Celie e Nettie são, neste mundo, pioneiras da descoberta da emancipação da mulher, desbravando o mundo à procura do seu lugar e da sua paz de espírito. Lutam, ainda que inconscientemente, pela igualdade, pelo direito à liberdade e pelo direito a levar uma vida tranquila sem dor, sem violência. Não só fala de violência e racismo, como também fala do amor que floresce entre duas mulheres cansadas e arrebatadas pela brutalidade de uma vida atrelada ao punho fechado dos homens. Leiam aqui a minha análise.


O Grande Gatsby de F. Scott Fitzgerald

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Nos loucos anos 20, Gatsby, um magnata que enriqueceu às custas ninguém sabe de quê, regressa a Nova Iorque para recuperar o grande amor da sua vida, Daisy Buchanan. Numa época de futilidade, luxúria e hedonismo exacerbados pela recuperação face à Grande Depressão, Jay Gatsby nutre um amor profundo que o ajuda a ultrapassar as dificuldades da vida e que o permite continuar na luta para ganhar novamente o coração de Daisy.

É uma história solitária, triste e soturna, contada pelo melhor amigo da Gatsby. No fim sentimos que o mundo não é justo, e não tem por que o ser. Nem tudo pelo que lutamos nos é merecido, principalmente o amor. Ler aqui a minha análise.


Duas Irmãs, Um Rei (versão US)

Duas Irmãs, Um Rei de Philippa Gregory

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Duas Irmãs, Um Rei apresenta uma mulher com uma determinação e um desejo extraordinários que viveu no coração da corte mais excitante e gloriosa da Europa e que sobreviveu ao seguir o seu próprio coração. Quando Maria Bolena, uma rapariga inocente de catorze anos, vai para a corte, chama a atenção de Henrique VIII. Deslumbrada com o rei, Maria Bolena apaixona-se por ele e pelo seu papel crescente como rainha não oficial. Contudo, rapidamente se apercebe de que não passa de um peão nas jogadas ambiciosas da sua própria família. À medida que o interesse do rei começa a desvanecer-se, ela vê-se forçada a afastar-se e a dar lugar à sua melhor amiga e rival: a sua irmã, Ana. Então Maria sabe que tem de desafiar a sua família e o seu rei, e abraçar o seu destino. Uma história rica e cativante de amor, sexo, ambição e intriga.

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